domingo, 2 de janeiro de 2011

O que é libertação

Trecho do livro Libertação é confissão de pecados (revisado)

Libertação não é exorcismo, não é regressão, não é "sai-sai". Libertação é confissão de pecados.

Como muitas pessoas só conhecem o termo ‘possesso’ e só entendem que o inimigo está agindo na pessoa quando há uma manifestação demoníaca, a prática comum é fazer exorcismo, ou seja, expulsar os demônios. Mas nem sempre a pessoa foi liberta, porque a causa do endemoninhamento ainda não foi curada. E os demônios continuam com direito de agir na pessoa.

Já ouvi pessoas contando suas experiências em expulsar demônios, em que dizem como foi difícil, mas o demônio ou os demônios foram embora. E a pessoa então acrescenta: A pessoa levantou totalmente liberta. Será?

Hoje entendo diferente. A pessoa só será realmente liberta SE confessar os pecados através dos quais aqueles demônios tiveram acesso à sua vida. Se não houver confissão, arrependimento, eles continuam tendo direito sobre a pessoa e voltam para a ‘casa’ deles.

E outro ponto importante que tenho observado é que só se faz exorcismo quando há uma manifestação visível de demônios, ou quando a pessoa fica inconsciente e quase sempre o demônio fala através da pessoa. Mas há muitas outras de manifestação demoníaca, em que a pessoa não fica inconsciente e quem está perto pode não perceber que é demônio.

Por exemplo, quando um marido tem uma crise de violência e bate na esposa. Quando alguém tem uma crise histérica e agride verbalmente as pessoas. São manifestações demoníacas, mas não são vistas como tal. Porém, quantos de nós já não ouvimos pessoas que fizeram algo violento ou perdeu o controle emocional dizerem depois: “Não sei porque fiz aquilo, parecia outra pessoa. Não era eu”?  Muitos, tenho certeza. E a pessoa tem razão, quase sempre não era ela mesmo que fez aquilo sozinha, ela estava sob a ação de um demônio.

Portanto, há uma grande diferença entre expulsar demônios das pessoas e ministrar libertação. Alcione Emerich diz que não devemos confundir exorcismo com libertação, porque há uma grande diferença entre os dois. Exorcismo é livrar alguém de um demônio, expulsando-o. Alcione usa o exemplo de um lugar com lixo. Exorcismo é espantar os mosquitos e deixar o lixo. Não há garantia que não vão voltar. Libertação é ajudar a pessoa a fechar todas as brechas que abriu no passado e também no presente. É lançar fora todo o lixo, tirar a ‘legalidade’. Os mosquitos não voltam, porque não há mais o lixo para atraí-los. E a cura lida com os estragos causados e deixados pelos demônios (traumas, feridas, mágoas, rejeições, lembranças dolorosas do passado etc) e esse último caso tem sido chamado de cura interior, como diz em Tiago 5.16a: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados”; e Salmo 32.3-5: “Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim; minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Eterno, e tu perdoaste a culpa do meu pecado.”

Emerich diz ainda que o ministério de libertação deve ser enfatizado dentro da cura geral: a espiritual, a física e a emocional (Isaías 61.1), e que esta também deve ser a nossa missão: pregar o evangelho aos homens, curar suas feridas emocionais e livrá-los de todo cativeiro espiritual. E ele completa que a libertação não é um atalho para a santificação. São duas coisas diferentes, mas interligadas, dependentes.

Quem está liberto pode com mais facilidade ter a santificação. Não há como ser liberto sem, ao mesmo tempo, viver uma vida de santidade. Se pecarmos novamente, abriremos novas brechas. Devemos vigiar o tempo todo, porque o inimigo anda ao nosso derredor, procurando uma brecha, por menor que seja, para nos acusar e ter direito sobre nossa vida. O mais interessante é que vigiar o tempo todo não é um fardo pesado após a libertação, passa a ser algo natural. O segredo da libertação é confessar os pecados. Confessar um a um. Pedir que o Espírito Santo que nos lembre de cada pecado não-confessado e assim devemos renunciar aquele envolvimento com Satanás. Como diz em 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Como diz Emerich, não adianta pecar no varejo e pedir perdão no atacado e orar como muitos costumam fazer: ‘Pai, perdoa a multidão dos meus pecados’. Segundo os dicionários, confessar significa declarar ou revelar a própria culpa ou pecado. E declarar significa dar a conhecer, expor, considerar publicamente, proclamar. Então podemos concluir que confessar pecados deve ser em voz audível e não em pensamento.

Infelizmente, também, o termo guerra espiritual tem sido empregado como sinônimo de exorcismo, em forma de espetáculo, gritarias e pessoas que entram na casa dos outros quebrando um monte de objetos, sem a permissão do proprietário.

E libertação não é apenas fazer um culto de libertação e ficar declarando guerra aos principados e potestades. Ou praticar exorcismo sem tratar a causa do problema e assim tornar a pessoa dependente de cultos de libertação ou dos ministradores. O culto é racional, deve ser consciente e não apenas emocional. A pessoa precisa aprender sobre guerra espiritual antes de sair fazendo atos de guerra. E que é preciso curar a causa dos problemas, ou seja, confessar os pecados e curar as feridas da alma.

No ministério de libertação lidamos muito mais com pessoas, do que com demônios. Neil Anderson, citado por Max Anders diz: “Não tento expulsar nenhum demônio há vários anos. Mas tenho visto centenas de pessoas encontrarem a liberdade no Messias quando as ajudo a resolver seus conflitos pessoais e espirituais. Há muito que não lido diretamente com os demônios de maneira alguma e proíbo sua manifestação”. A pessoa que aprende sobre pecados não-confessados e direito legal de Satanás tem muito mais chance de ter uma vida de santidade.

A Bíblia diz que libertação é para quem permanece firme: “Disse o Messias aos judeus que haviam crido nele: ‘Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” João 8.32. Primeiro eles creram. Depois permaneceram na Palavra e foram libertos através do conhecimento da verdade que foram adquirindo. E o apóstolo Paulo fala diversas vezes em permanecer, não dar lugar ao diabo e purificar-se. Mas às vezes pensamos que conhecer a verdade é o fato de aceitar o Messias, ou apenas crer e aí a libertação acontece automaticamente. O que temos visto é que a libertação deve fazer parte da vida de quem é filho do Eterno.

A base da libertação é entendimento, arrependimento e confissão de pecados. João Batista pregava: “Arrependam-se”: “Ele [João Batista] dizia: ‘Arrependam-se, pois o Reino do Eterno está próximo’ ” (Mateus 3.2). O Messias continuou com a mesma mensagem: Arrependam-se: "Daí em diante o Messias começou a pregar: ‘Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mateus 4.17). A pregação dos apóstolos também foi: Arrependam-se: “Pedro respondeu: ‘Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome do Messias para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38); “Arrependam-se, pois, e voltem para o Eterno, para que os seus pecados sejam cancelados” (Atos 3.19).

Mas parece que nós resolvemos baratear o evangelho e dizer que basta apenas ter fé e todos os problemas serão resolvidos, que basta levantar a mão e se filiar a um sistema religioso e a libertação acontece. Sammy Tippit conta a história de um religioso que pregou por vários anos a mesma mensagem: Os arrependidos devem arrepender-se. E é isso o que está faltando nas mensagens hoje.

Li recentemente em uma revista de palavras cruzadas bíblicas o seguinte texto:
“O significado básico de arrependimento é ‘voltar-se ao contrário’, dar uma volta completa. Trata-se de abandonar os maus caminhos e voltar-se para o Messias, e através dele, para o Eterno.
A decisão de abandonar o pecado e querer a salvação no Messias importa em aceitar o Messias não somente como salvador da penalidade do pecado, mas também como dono da nossa vida. Por conseguinte, o arrependimento envolve uma troca de donos; do reino de Satanás para o reino do Messias e sua palavra. O arrependimento é uma decisão livre, da parte do pecador, possibilitada pela graça divina capacitadora que lhe é concedida quando ele ouve o evangelho e nele crê.
A definição da fé salvívica como mera ‘confiança’ no Messias como Salvador é totalmente inadequada ante a exigência do tipo de arrependimento feito pelo Messias.
Definir a fé salvívica sem incluir rompimento total com o pecado é distorcer fatalmente o conceito bíblico da redenção. A fé que inclui o arrependimento é uma condição imutável para a salvação (Marcos 1.15).”

E essa troca de donos deve ser declarada através da confissão de pecados e da quebra dos pactos feitos com o dono antigo, o de Satanás, e é isso que se faz na libertação. Tommy Tenney pergunta como podemos ser povo do Eterno e ainda permanecermos em maus caminhos. Ele diz ainda que talvez nossos maus caminhos expliquem o fato de estarmos satisfeitos somente com a proximidade do Eterno ao invés de desfrutarmos de Sua presença.

Um comentário:

cezar disse...

eu venho me encontrados com algumas adversidades e o nosso Pai vem se comunicando comigo acho,eu,que Ele se utiliza das informações e coisas que temos facil acesso de acordo com nosso cotidiano e grau de sabedoria e instrução,e quando não conseguimos coopreender o que Ele quer nos dizer,Ele vem ate nos diretamente e fala,ontem eu me vi em uma situação que eu não orei de forma convencional,eu me irritei por não coompreender corretamente e comecei a conversar com Ele como se estivesse conversando com alguem aqui do plano fisico,foi engraçado mas ao mesmo tempo deu pra sentir que Ele estava perto ouvindo com atenção tudo,e depois que eu falei fui tomado por uma sensação de satisfação parecidaquando se tem quando alguem responde a nossas perguntase a resposta veio voltado para o assunto abordado por você,depois disso refleti um pouco,utilizei meus conhecimentos para me informar melhor sobre isso,consegui total coompreensão agora devido ao que você escreveu,e tambem como eu devo proceder com a adversidade em que eu estou enfrentando.muito obrigado Pai,te amo muito do fundo do meu coração,e obrigado pra vc tambem^^