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domingo, 24 de março de 2013

Meu novo livro

A certeza de estar no caminho certo não tem preço. E a sensação de que "tem alguma coisa errada" ou "não pode ser só isso" de-sa-pa-re-ceu completamente. Sou sem-religião, mas minha vida é pautada pelos princípios bíblicos. Saiba o que, como e por que minha vida mudou, por que saí do sistema religioso, por que guardo o sábado. Leia Libertação é teshuvah, blog-livro, continuação de Libertação é confissão de pecados.

P.S.: O livro está pronto e pode ser lido gratuitamente no blog, e está publicado em forma de livro mesmo, em ordem de sequência dos capítulos. Não está em forma de blog, quando os textos são apresentados em ordem inversa. E textos novos não entram nos capítulos, são colocados no final do livro, como apêndices, e em destaque na lista de Novidades, no menu à direita.

domingo, 3 de março de 2013

Novo texto no blog-livro

O mito dos superespirituais e a difícil arte de viver fora do sistema

"Além de ouvir várias vezes “acusações” do tipo que quero ser melhor do que os outros – como se isso fosse pecado –, algumas pessoas me “acusam” de ser superespiritual. Elas têm a ilusão de que saí do sistema religioso e estou vivendo em um infinito retiro espiritual, que oro e leio a Bíblia o dia todo e por isso muitos pensam que é impossível fazer a mesma coisa." Continue lendo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Teshuvah

Teshuvah (em hebraico, literalmente retorno) é a prática de voltar às origens do judaísmo [Torah (Pentateuco) e práticas bíblicas]. Também tem o sentido de se arrepender dos pecados de maneira profunda e sincera. Aquele que passa pelo processo de teshuvah com sucesso é chamado de baal teshuvah.

"Teshuvah é isso! Retorno à verdadeira essência; regresso aos braços do 'Abba' e nisso não há mágica – há persistência – pacientemente, corajosamente – um passo de cada vez, porque o caminho é estreito e a subida é íngreme; permanecer, portanto, é o desafio!" Moishe Ben Levy

Teshuvah X libertação
Teshuvah sem libertação não funciona. Não adianta parar de fazer as coisas erradas e passar a fazer as certas, não adianta começar a cumprir a Lei e não consertar o passado, ou seja, o início da teshuvah deve ser a libertação, confessar os pecados do passado, reconhecer que errou, e então, depois de confessar, começa o processo de teshuvah, do retorno à Torah, de obediência às leis do Eterno. Teshuvah e libertação devem caminhar juntas.

Leia também: Dica de leitura: Teshuvah, “a difícil volta ao lar”

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Torah (Pentateuco) não é impossível de cumprir

Diferente do que ensinam, a Torah (Pentateuco) não é impossível de cumprir, o próprio Eterno disse isso, veja:
"Vocês obedecerão de novo ao Eterno e seguirão todos os seus mandamentos que lhes dou hoje.
Então o Eterno, o seu Pai, abençoará o que as suas mãos fizerem, os filhos do seu ventre, a cria dos seus animais e as colheitas da sua terra. O Eterno se alegrará novamente em vocês e os tornará prósperos, como se alegrou em seus antepassados, se vocês obedecerem ao Eterno, ao seu Pai, e guardarem os seus mandamentos e decretos que estão escritos neste Livro da Lei, e se se voltarem para o Eterno, para o seu Pai, de todo o coração e de toda a alma.

O que hoje lhes estou ordenando não é difícil fazer, nem está além do seu alcance.
Não está lá em cima no céu, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem subirá ao céu para consegui-lo e vir proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nem está além do mar, de modo que vocês tenham que perguntar: 'Quem atravessará o mar para consegui-lo e, voltando, proclamá-lo a nós a fim de que lhe obedeçamos?'
Nada disso. A palavra está bem próxima de vocês; está em sua boca e em seu coração; por isso vocês poderão obedecer-lhe." [grifos meus] Dt30.8-16

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sobre escrever outro livro

Muitos me perguntam e alguns até me cobram um segundo livro. Vontade não falta, mas tenho algumas questões sobre isso e gostaria de compartilhar com vocês.

A continuação de Libertação é confissão de pecados estava praticamente pronta quando comecei a fazer teshuvah e minhas convicções começaram a passar por uma mudança radical. E também já tinha ideias para pelo menos mais dois livros. Mas ainda não tenho coragem de publicar livros. Por enquanto prefiro escrever nos blogs

O problema é que desconstruir é até fácil, dói e incomoda, mas é um remédio que traz cura. Só que construir o novo é muito, muito, muito difícil. Porque primeiro surgem muitas dúvidas e incertezas. Depois tenho um temor enorme de ensinar algo errado. Não tenho coragem de escrever sem ter certeza absoluta. Não quero escrever e depois ter que corrigir, até porque depois que o livro é publicado, fica muito difícil fazer isso, praticamente impossível. Como tem acontecido com o primeiro livro, não tenho como ir a todas as pessoas que leram livro e corrigir algumas coisas que hoje já não acredito mais. E não quero que isso aconteça de novo.

Até que Libertação... tem poucas coisas para consertar, ainda bem. Continuo crendo em libertação, porém existe algo mais, que é a teshuvah, e hoje não defenderia o dízimo, nem usaria os nomes Deus e Jesus, por exemplo, como já expliquei aqui em outros textos.

Então, é isso, um dia, se o Eterno direcionar e confirmar, publicarei outros livros, mas por enquanto esses projetos estão em stand by.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Teshuvah X libertação

Teshuvah sem libertação não funciona. Não adianta parar de fazer as coisas erradas e passar a fazer as certas, não adianta começar a cumprir a Lei e não consertar o passado, ou seja, o início da teshuvah deve ser a libertação, confessar os pecados do passado, reconhecer que errou, e então, depois de confessar, começa o processo de teshuvah, do retorno à Torah, de obediência às leis do Eterno. Teshuvah e libertação devem caminhar juntas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Libertação pode não funcionar

O que mudou depois da teshuvah 3

Em minhas reflexões sempre perguntava ao Eterno sobre as pessoas que iam aos seminários de libertação e não mudavam depois, algumas até pioravam. E isso me deixava meio desanimada, porque às vezes parecia não funcionar. Mas fomos observando que as pessoas que não levantavam voo eram as pessoas que não queriam obedecer e largar os pecadinhos depois que voltavam. Mas nosso entendimento ainda era pequeno, porque não estávamos plenamente na teshuvah.

Também observamos que algumas igrejas praticamente iam à falência depois que recebiam seminários de libertação. Conheço pelo menos uma igreja que rachou depois que fez o seminário e outras que regrediram sensivelmente. E isso nos intrigava. E chegávamos à conclusão de que da mesma forma que as pessoas pioravam porque não queriam obedecer, acontecia igual nas igrejas. E isso foi sendo confirmado quando sabemos até hoje igrejas e líderes sendo massacrados depois que começam a fazer libertação.

Lógico que há a questão da retaliação, do contra-ataque do inimigo, que vai com tudo em cima das igrejas que se atrevem a fazer seminários de libertação. Sei disso também. Mas acredito que se elas quisessem obedecer, os ataques seriam menores e o estrago não seria tão grande.

Este ano me assustei quando passei em frente a uma das igrejas que mais fez seminários de libertação em uma cidade vizinha e vi uma faixa enorme na porta, escrito em letras enormes e coloridas: "Revelation night". Enfim, o desespero por público e a falta de Torah leva a essas aberrações, a regredirem e se perderem no caminho.

Hoje olho para trás e começo a entender todo o processo. É exatamente a falta da Torah que provoca tudo isso. Eles fazem libertação, mas voltam a cair, e ficam ainda piores, regridem, porque não sabem o que devem obedecer, não têm base, falta a Lei. As pessoas e as igrejas pioram porque elas não querem consertar, mudar de vida. E "o segundo estado é pior que o primeiro".

Sim, os líderes de ministérios de libertação são culpados porque não ensinam o cumprimento de toda a Torah. Eles até falam dela, mas só de partes e não de toda a Lei. São até um pouco melhores que os outros religiosos, mas ainda não falam e nem cumprem TODA a Torah. Não sei se eles ainda não receberam essa revelação ou se receberam e preferem não falar disso, para não criar polêmica, porque eles vivem do sistema e sabem muito bem que não seriam mais convidados se começassem a falar essas verdades.

É claro que hoje não concordo com tudo o que os libertadores ensinam, porque tenho outro entendimento. Mas continuo prestando atenção no que eles dizem e escrevem, porque sigo o conselho de examinar tudo e guardar o que é bom, guardar aquilo que se encaixa com as novas revelações que tenho recebido. E isso eu já fazia antes, agora mais ainda.

Mas o que está me deixando triste mesmo é ver que muitos dos libertadores e igrejas que pregavam libertação estão regredindo. A ideia que tenho disso é que eles descobrem uma parte da verdade e começam a seguir, mas não se abrem para as outras partes que o Pai está trazendo à tona. Eles param naquilo e não evoluem. E como falta Torah, um dia começam a regredir, engolidos pelo sistema, contaminados pela mentiras de Babilônia. E isso acontece com todos eles. A maior prova que tive disso foi o email que recebi de um líder de libertação em que deseja boas festas, defende o Natal e critica quem não comemora. Aquilo foi um balde de água fria na minha cabeça.

E aí eu entendo também o seguinte. É necessário que todo o sistema fique desacreditado para que o anticristo institua sua religião única. Por isso a decepção vai ser geral, em todos os níveis e religiões.

E ainda tem a questão do orgulho e a vaidade dos líderes que se envolvem no sistema e da idolatria que as pessoas fazem a esses líderes. Tudo isso vai provocando esse sentimento de decepção e dúvida sobre essas pessoas que nos ensinaram tanto, e agora estão ficando para trás, infelizmente.

Sei que a guerra contra eles é muito grande. Claro que o inimigo faz de tudo para impedir que um deles acorde. Imagine-os pregando por aí a guarda do sábado, a alimentação bíblica, as festas bíblicas. Ia ser um estrago muito grande no reinado da Babilônia.


Leia também
Pré e pós-libertação

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O que mudou depois da teshuvah

Texto atualizado

“A experiência que tive nos momentos de comunhão com o Eterno tornou repulsivas todas as coisas que não estavam de acordo com Ele.” Frank Laubach
"O homem que tem uma experiência nunca ficará à mercê daquele que só tem argumentos." "Então, eu tive aquele encontro com o Eterno do qual nunca me recuperei". Tommy Tenney
“...uma coisa eu sei: Eu era cego, e agora vejo!” João9.25b

Entre libertação e teshuvah quase nada mudou. Quem acompanha meu blog pode estar pensando que não creio em mais nada sobre libertação ou que abandonei tudo que escrevi no meu livro depois que comecei a fazer o retorno à Torah, teshuvah. Mas não é nada disso. Praticamente tudo do meu livro eu ainda creio e sigo. Mudou muito pouca coisa. Porque libertação tem tudo a ver com teshuvah, com retorno à Torah. Inclusive na Torah tem até um dia inteiro por ano para fazer uma faxina espiritual, que é Yom Kipur, o Dia do arrependimento. Então, confessar pecados tem tudo a ver com Torah.

Sim, alguma coisa realmente mudou. E uma delas é o entendimento sobre dízimo e vou falar mais à frente sobre isso. Mudou também o entendimento sobre conquista de cidades. Isso mudou radicalmente. Não creio mais em unidade dos evangélicos. E o último evento de intercessores que participei foi a gota d'água para que eu perdesse a fé em rede apostólica, torres de oração etc.

Eu era militante de conquista de cidades. Os vídeos Transformações eram uma inspiração e sonho. Comecei a campanha Um minuto pelo Rio e inciei uma torre de oração na minha região. Enfim, eu era ativista de carteirinha de unidade e transformação.

Mas quando comecei a fazer teshuvah de maneira mais completa, algumas coisas começaram a me incomodar. Uma delas foi sobre alimentação, e isso ficou muito claro em um evento interdenominacional que participei e fiquei quase sem ter o comer no almoço, porque em quase todos os pratos servidos havia carne de porco (linguiça, presunto etc), este incidente está relatado no meu blog.

A cada reunião da torre que eu participava e cada email sobre o assunto que eu recebia, ia ficando mais e mais inquieta sobre essa questão da unidade. Eu não me sentia em unidade com pessoas que rejeitavam a Torah por inteiro, que só aceitavam uma parte da Torah e rejeitavam a outra parte. Não conseguia mais orar junto com eles, não conseguia mais concordar com suas orações.

E hoje não creio mais em unidade. Não nessa unidade que os evangélicos pregam. Porque eles acham que unidade só engloba os evangélicos de uma única linha de pensamento. Mas há evangélicos que seguem outros mandamentos da Torah e que não são seguidos pela maioria, como alimentação e guarda do sábado. Mas esses são excluídos da unidade. E os judeus-messiânicos nem são citados ou convidados para essa suposta unidade.

E hoje para mim, unidade tem outro sentido completamente diferente. Para mim a Torah é a unidade. Eu creio na unidade com Israel, com as festas bíblicas e não pagãs, com o cumprimento da Torah, como o Messias cumpriu.

Por isso não creio mais em unidade, em conquista de cidades ou torre de oração. Por isso cancelei a torre que dirigia e não participei mais dos eventos de intercessores.

Sempre lembro das palavras do Messias, quando disse que a nossa unidade irá fazer com que o mundo o reconheça, e ele estava falando para Israel. Nossa unidade com Israel é o retorno à Torah. A Torah é essa unidade e é nisso que creio hoje.

Ainda creio em libertação, mas como antes, hoje mais ainda, sou totalmente a favor da autolibertação, sem intermediários. E mais ainda sou contra o exorcismo e ministério do "sai-sai". E mais ainda sou contra o misticismo, os efeitos hollywoodianos e outras práticas estranhas, com muita alma e pouca razão.

E teshuvah sem libertação não funciona. Não adianta apenas parar de fazer as coisas erradas e passar a fazer as certas, não adianta começar a cumprir a Lei e não consertar o passado, ou seja, o início da teshuvah deve ser a libertação, confessar os pecados do passado, reconhecer que errou, e então, depois de confessar, começar o processo de teshuvah, do retorno à Torah, de obediência às leis do Eterno. Teshuvah e libertação devem caminhar juntas.

E estou em busca de toda a verdade e não parte dela. Nesse processo de teshuvah e desconstrução que estou vivendo observei algumas coisas interessantes sobre a verdade.

Nas nossas leituras, pesquisas e muita conversa com o Eterno, percebemos que parece que a verdade foi espalhada pelos vários grupos religiosos, cada um tem uma parte pequena da verdade. Como assim?

Por exemplo, alguém no passado teve a revelação de 10% da verdade e isso começou a aquecer seu coração. Então ele criou um grupo para ensinar a revelação que teve, mas ela não é toda a verdade, é apenas 10%. Como ele não tem os outros 90% da verdade, isso eu que acho, ele inventa um monte de regras e fórmulas humanas – e muitas de inspiração duvidosa. E assim foram criados vários e vários grupos religiosos. Cada um tem uns 10% da verdade, mas não tem humildade para reconhecer os 10% de cada um dos outros grupos e assim completar os 100%.

E a parte cômica e trágica disso é que cada um passou a se achar o dono de toda a verdade e dizer que os outros são hereges, seitas etc etc.

Por isso hoje não me encaixo em nenhum desses grupos religiosos e nem quero criar um outro grupo. Simplesmente estou em busca da verdade por completo e quero montar o quebra-cabeça. Quero encontrar todas as partes espalhadas.

Não quero 10% de verdade e 90% de mentira. Quero conhecer de fato a verdade e ser liberta de verdade. Cada vez mais livre. Amando ser livre.

P.S.: Leia três histórias que ilustram sobre ver só uma parte X ver o todo.

P.S.2: Lembrei-me de outro conceito que foi revisto depois da teshuvah, é o conceito de autoridade. Além de não acreditar mais no ensino de autoridade que o sistema religioso impõem, a tão falada autoridade espiritual, ou seja, que todos devem estar debaixo de uma autoridade humana, não existe isso na Torah, nem no chamado Novo Testamento (não vou discorrer sobre isso, uma simples pesquisa na internet vai trazer muitos artigos sobre o assunto). Além disso, também revi o conceito de submissão ao marido que a religião tanto prega. E também quero pedir perdão pelo que escrevi no meu primeiro livro e ter compactuado com esse ensino deturpado.
Continuo honrando meu marido, continuo reconhecendo a autoridade dele e o papel dele na nossa casa. Mas revi completamente a submissão da mulher que Paulo e os líderes religiosos ensinam (leia um trecho abaixo). A Torah não fala sobre isso, e entre Torah e Paulo, fico com a Torah, sempre.
Hoje entendo a tristeza que via nos olhos de muitas mulheres dentro do sistema religioso, por serem podadas, anuladas, impedidas de levantarem voo por líderes manipuladores e invejosos.
Hoje posso entender a tristeza de muitas esposas que se sujeitavam a maridos misóginos porque a religião ensinava que elas deveriam ser submissas. Quantas histórias ouvi de líderes religiosos que batiam em suas esposas. E quem quiser saber mais sobre misoginia, escrevi alguns textos sobre o assunto no meu blog.
O que eu entendo hoje é que homem e mulher têm papéis bem definidos e diferentes. E quando cada um reconhece e assume o seu papel dentro do lar, há harmonia e paz. Muitos vão pensar que regredi, mas não regredi, e sim voltei à origem, ao plano original do Eterno. Para mim está bem nítido que o homem é o provedor e administrador das finanças e a mulher a administradora do lar, a líder espiritual e educadora dos filhos. Por isso hoje defendo a volta ao lar (leia o livro) para as mulheres, e foi o que eu fiz, e hoje sou dona de casa e complemente realizada e feliz, sem a menor saudade de trabalhar fora, e sem qualquer frustração por ter abandonado a carreira profissional no sentido tradicional, porque continuo exercendo minha profissão de jornalista com meu blog, livro e nas redes sociais. Sim, claro que há casos e casos, mas se a mulher não precisa trabalhar, se ela tem um marido provedor, o lugar dela é em casa, principalmente educando os filhos. E não estou sozinha, muitas amigas minhas estão vivendo a volta ao lar e também não se arrependem, algumas me dizem que se sentem mais leves assim. Eu também.
Para mim não é mais o marido manda e a mulher obedece cegamente. Para mim ambos têm o seu papel de liderança definido, e cada um deve respeitar a autoridade do outro. E quando isso acontece, não há conflitos. A mulher administra a rotina da casa, e cabe ao marido acatar e apoiá-la, principalmente quando o casal tem filhos, porque o homem precisa dar o exemplo. Normalmente é a mãe que ensina o filho a mastigar com a boca fechada, por exemplo, e muitas vezes ela tem que corrigir o marido primeiro, para que ele dê o exemplo. Se o marido não "obedece", como o filho vai obedecer? Da mesma forma o marido deve comer legumes, verduras e frutas (ah, como tenho visto maridos que não dão esse exemplo, rsrs). E aí cabe a mulher "ensinar" primeiro ao marido. Não tenho a menor dúvida de que a mulher é a educadora do lar, e o marido precisa estar "submisso" a essa função, seguindo a máxima de todos que ensinam sobre educação de filhos, que os pais não devem discordar na frente das crianças sobre a educação delas.
E a liderança espiritual também é papel da mulher, ao contrário do que os líderes religiosos querem nos forçar a acreditar. E por termos acreditado nessa mentira por tanto tempo, hoje temos uma geração de mulheres frustradas, esperando eternamente que os maridos sejam os educadores espirituais do lar, e eles não fazem isso, não é natural deles. A esposa espera que o marido tome a iniciativa, e ele normalmente não toma, porque não está no seu DNA. E a mulher que foi podada pelo ensino mentiroso fica se remoendo por dentro, porque a iniciativa dela quer pular para fora, mas tem medo. As mães foram roubadas de seu papel de liderança espiritual (leia meu desabafo), e isso resultou em lares e filhos desestruturados. Mas quando a mãe assume o seu papel, tudo vai bem. Ela passa a orar com as crianças antes de dormir, ou escala o marido para fazer isso algumas vezes (ela é quem administra, é função natural dela), ela assume a educação espiritual das crianças, ela ora pelo marido o dia inteiro, enquanto ele está na "guerra" do trabalho, e pelos filhos quando estão na escola. Ela ensina a Torah para os filhos, e até para o marido, "andando pelo caminho, sentados em casa". E quando a mulher assume sua liderança espiritual, acaba a frustração e tira o peso das costas do marido.
Cada um no seu papel, cada um na sua função. Sem que um "mande" no outro. Apenas seguindo o que já foi definido no nosso DNA, naturalmente.


Leia o trecho do texto do blog:

"A absolvição das mulheres – Depois que fui apresentada a essa doença [misoginia], as mulheres foram absolvidas e minha visão sobre submissão mudou completamente. Interessante que li um texto recentemente (Mulheres, calem-se?) sobre as deturpações dos ensinos de Paulo sobre submissão e agora ficaram muito mais claros quando entendi a misoginia.

E depois dessas duas revelações, entendi que o ensino da distorcida submissão feminina – e que defendi no meu livro e agora peço perdão – reforça e incentiva a misoginia na família e na sociedade, principalmente no meio religioso.

Hoje percebo que isso roubou o papel correto da mulher e prejudicou tantas crianças, as verdadeiras vítimas de toda essa situação, que cresceram e se tornaram misóginos, de geração em geração. E me revolta que o âmbito religioso tenha sido o maior propagador desse ensinamento totalmente errado.

A mulher tem dentro de si uma força natural de liderança, mas isso foi roubado, podado por essas interpretações distorcidas. Se homens e mulheres compreendessem seu verdadeiro papel e caminhassem em equilíbrio, seria perfeito. Mas aí não estaríamos vivendo nesse mundo decaído. Ainda bem que o Reino do Eterno está chegando para restaurar todas essas coisas."