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quinta-feira, 17 de março de 2011

Três formas erradas e ineficientes de lidar com o pecado passado

Segundo Joshua Harris, em Garoto encontra garota

“1 – Minimizar o pecado
O homem tenta minimizar o pecado. Nós tentamos escapar de nossa culpa fingindo que o que fizemos não foi tão ruim. Mudamos nossos valores morais para que eles se adaptem ao nosso comportamento. Subestimamos o pecado e nunca lhe damos o nome que merece. Ao invés disto, dizemos que éramos ‘ousados’ quando jovens. Culpamos nossos invisíveis e incontáveis ‘hormônios’ por nossas atitudes. O pecado não era muito grave, dizemos a nós mesmos. Além do mais, ‘somos humanos’.

2 – Ignorar a santidade
Outra forma errada que o homem usa para se desfazer do pecado é ignorar a santidade do Eterno – assumir que o Eterno é tão tolerante ao pecado quanto nós somos. Esta abordagem é a mais popular entre as ‘pessoas religiosas’, que nunca rejeitariam o Eterno completamente, mas ainda assim não querem se incomodar com a ideia de que um justo juiz que é santo e os chama para serem santos (1Pe 1.15,16). Ao invés disso, tornamos o Eterno à nossa imagem e fingimos que, como nós, ele está disposto a não se importar com o pecado.”

3 – Vivendo uma autojustificação [justiça própria]
A autojustificação pode ser expressa de diversas formas e é vista na vida a pessoa que se choca ao ver que é capaz de pecar. ‘Eu não acredito que fiz isso’, ela diz. Por que está tão surpresa? Porque ela se vê como uma pessoa basicamente boa, ao invés de inerentemente ímpia. Infelizmente, sua tristeza em relação ao pecado não é pelo fato de desobedeceu ao Eterno, mas porque falhou em conseguir viver de acordo com a superestimada opinião que tem de si mesma.
A autojustificação também é expressa pela pessoa que se recusa a aceitar o perdão do Eterno. ‘Eu não consigo me perdoar’, ela diz. ‘Talvez o Eterno consiga, mas eu não.’ Ela pode parecer piedosa, mas afirmações como estas são uma forma de orgulho reverso, que diz: ‘Meus padrões são superiores aos do Eterno’. Ao invés de humildemente reconhecer que seu pecado foi contra o Eterno e que somente ele pode limpá-lo, ela tenta se tornar o seu próprio salvador. Tenta suportar sua própria punição, pagar penitência ao se remoer em culpa, fazendo boas obras ou conseguindo a graça do Eterno através da obediência.”

A maneira correta de lidar com o pecado passado é confessar e deixar o pecado.
"Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia." Provérbios 28.13

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Como posso saber se liberei perdão?

Tenho dois textos sobre perdão. Coloquei os dois juntos hoje e você pode ver se eles respondem a sua pergunta. Se não responderem, avise e eu posso falar mais sobre o assunto.
Shabat shallom!

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Perdão e confiança

"Mesmo que você não goste de alguém, você precisa amar esta pessoa. Realmente existem muitas pessoas de difícil convivência, as quais definitivamente não gostamos, mas podemos e devemos amá-los". Marcos de Souza Borges (Coty), em A Face oculta do amor

Aprendi uma grande lição sobre perdão e restauração da confiança e gostaria de compartilhar. Não confiar em alguém não significa que não houve perdão. Perdoar um ladrão não significa que se deve confiar nele ao ponto de deixar sua carteira perto dele e sair da sala, se ele não mudou, se não se arrependeu. Perdoar uma pessoa que te molestou quando criança não significa que você vai deixar seu filho pequeno sozinho com um pedófilo, se ele também não demonstra mudança em sua vida.

Conheço uma história que explica bem esse processo. Uma criança foi molestada por um adulto. Quando essa criança cresceu e teve noção do que isso significou espiritualmente na sua vida, depois de passar por libertação, ela decidiu liberar perdão para ele. E foi o que fez e ainda teve a oportunidade de dizer isso a ele. Mas não foi ele que pediu perdão, ela é que decidiu perdoar diante de Deus.

Um tempo depois ela ficou sabendo que estavam querendo trazer uma criança para morar na casa daquele homem, para ele cuidar. Sua reação foi dizer que era contra, porque esse homem, infelizmente, teve um encontro com Cristo, mas se afastou e sua vida ficou, como a Bíblia diz, no segundo estado pior que o primeiro. Além disso ela tinha conhecimento de que pelo mais uma criança havia passado pela mesma situação, com o mesmo homem. Talvez, se a história viessa à tona, outras poderiam aparecer.

Sim, houve perdão. Mas para que a confiança seja restaurada é preciso haver mudança de comportamento. Não perdoamos alguém porque esse alguém mudou, perdoamos porque temos que perdoar. Mas confiamos novamente porque a pessoa mudou. Se não houve mudança, não há como confiar. E confiança leva tempo para ser conquistada novamente.

Se alguém adultera e o cônjuge perdoa, vai levar um tempo para que a pessoa prove que mudou e para que o cônjuge confie nela inteiramente de novo. Isso não quer dizer que não perdoou.

E se não houve arrependimento, se liberamos perdão apenas diante de Deus, não há como confiar novamente na pessoa. Não houve aí um pedido de perdão. Há coisas que nós perdoamos espiritualmente, mas a comunhão com a pessoa só pode ser refeita se houver arrependimento sincero e mudança de comportamento. Isso não é um falso perdão com separação, mas sim uma quebra de confiança. Para se resgatar a confiança é necessário que a pessoa que pecou peça perdão e mostre que não vai fazer mais. Em Lucas diz que devemos perdoar se houver arrependimento: "Tomem cuidado. 'Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: 'Estou arrependido', perdoe-lhe'." Lucas 17.3,4. [grifo meu]

Perdão também não significa passar a mão por cima e fingir que a pessoa não errou. Dizer a verdade, admitir que a pessoa fez algo errado, não quer dizer que não houve perdão. Se a pessoa roubou, é preciso assumir que ela roubou, isso é um fato, não há como mudar. Podemos perdoar, mas não apagar o que ela fez.

“O perdão não quer dizer fechar os olhos para os comportamentos abusivos ou insensatos, nem confiar em quem não é digno de confiança. Perdoar é algo que você faz para você mesmo ter paz; o perdão dissolve a raiva, como se ele fosse um antiácido. É uma forma de olhar para os outros como pessoas incapazes de amar e de apreciar você da forma como precisa. Você perdoa a pessoa, não o ato.” (Kay Talbot, citado por Doris Wagner, em Como ministrar libertação. Vida.. Grifo meu)

"Amigo, eu não estou dizendo que isso seja fácil, mas Cristo claramente diz que é absolutamente necessário. Muitos cristãos não têm poder porque ignoram essa ordem fundamental. Gaste tempo considerando aqueles a quem você possa ter ofendido. Ocorrem tremendos milagres nas famílias quando alguém se humilha e pede perdão por algo de errado que tenha feito. Avivamentos poderosos ocorrem em igrejas inteiras quando um ou dois irmãos realmente acertam suas diferenças. Nós precisamos entender que as picuinhas entre cristãos podem facilmente apagar o Espírito de Deus em toda a igreja! Amigo, o Espírito Santo é muito sensível e você precisa levar seus relacionamentos a sério. E lembre-se, o perdão é uma escolha, não um sentimento. Se você escolher perdoar, Deus mudará seus sentimentos." Gregory Frizzell, em Como desenvolver uma vida poderosa de oração

segunda-feira, 23 de março de 2009

Como liberar perdão

Perdão tem sido o assunto que as pessoas mais perguntam quando faço palestras sobre libertação. Como disse no meu livro, Libertação é confissão de pecados, perdão, cura interior, é a parte mais difícil da libertação e pode levar mais tempo que imaginamos. Sinto que a maior dúvida das pessoas é como liberar perdão. Por isso estou escrevendo mais detalhadamente sobre este assunto e gostaria de compartilhar aqui com vocês as lições que o Pai tem me ensinado com minhas próprias experiências e com as experiências de pessoas que aconselho e espero que ajudem a quem está precisando ser ministrado nessa área.

Como liberar perdão

“Nós enxergamos o perdão na perspectiva certa quando percebemos que qualquer injustiça que sofremos de uma pessoa é pequena quando comparada com nosso próprio pecado contra Deus”. Cindy Jacobs, em Mulheres com um propósito

1- Perdoar é uma ordem do Pai.
2- Perdoar é uma decisão do nosso livre arbítrio – “eu decido perdoar” – não é um sentimento.
3- A liberação do perdão é algo que tem de acontecer no seu coração e diante do Eterno. Liberar primeiro no coração.
4 - Falta de perdão gera amargura. Amargura é uma das causas mais comuns de câncer.

Há algum tempo tenho sido inspirada pelo Espírito Santo para fazer um jejum de 40 dias, mas vinha adiando. No final de 2007 reli um livro que falava sobre isso e pensei: é agora, chegou o tempo. E programei o período para o início de 2008. Um dos meus pedidos nesse jejum foi que o Eterno me mostrasse o que ainda me impedia de ter mais intimidade, o que ainda causava bloqueio na minha vida espiritual.

No primeiro dia de consagração comecei a leitura de um livro que havia sido lançado há pouco tempo. E nesse mesmo dia o Pai me revelou algo que estava me bloqueando: falta de liberar perdão.

"Eu já havia liberado perdão", argumentei. Mas durante a leitura o Pai foi me mostrando que, da mesma forma que preciso pedir perdão por cada pecado, confessar um a um, também precisava liberar perdão por cada situação em que as pessoas tivessem me magoado. Ou seja, precisava fazer uma lista de tudo que o Espírito Santo trouxesse à minha memória.

Quando terminei o período de jejum já estava completamente convencida de que deveria fazer minha lista de perdão. E comecei a fazê-la. E foi aí que percebi quanta coisa ainda estava incomodando, ainda causava dor. E fui escrevendo tudo o que lembrava. A lista foi ficando enorme. Para cada pessoa eu escrevia todas as situações que me magoaram, palavras, atitudes, tudo. Uma a uma.

Depois de quase duas semanas escrevendo tudo o que lembrava, senti que já era hora de entregar tudo aquilo para o Pai Eterno. Depois de orar e jejuar, separei um dia para as orações. Peguei minha lista e comecei a colocar aquelas situações diante do Altíssimo. E fui dizendo: “Pai, quero te pedir perdão por ter ficado magoada com essa pessoa, por causa daquela situação. Reconheço que doeu e ainda dói. Mas quero agora, diante de ti, declarar que libero perdão para essa pessoa e eu a abençoo, em nome do teu Filho, o Cordeiro que morreu e ressuscitou”.

E assim fui orando, para cada pessoa da lista, para cada situação. Havia momentos fáceis, mas alguns foram difíceis de recordar, difíceis de orar.

Enfim, senti-me leve no final e grata ao Pai Eterno por mais essa experiência e oportunidade de ficar mais limpa diante dele. E hoje já sinto resultado em minha vida por causa daquele momento.

No dia seguinte a lista começou a crescer de novo. O Espírito Santo foi trazendo à minha mente outras pessoas e situações. E sou grata novamente, porque sinto que ele quer tirar todo bloqueio do meu coração e eu quero obedecer. Continuo orando para que Ele me mostre tudo o que está escondido e traga à tona, para que eu confesse e meu coração seja cada vez mais livre.

Repare que liberei essas pessoas diante do Pai. Somente se o Espírito Santo mandar é que vou diante de alguém e declarar que perdoei. Principalmente porque não foram as pessoas que me pediram perdão e em muitos casos não houve arrependimento. Libero perdão diante do Eterno e deixo que Ele faça a parte dele para a restauração de relacionamentos. Em Lucas a Bíblia diz que devemos perdoar se a pessoa se arrepender: "Tomem cuidado. 'Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: 'Estou arrependido', perdoe-lhe'." Lucas 17.3,4. [grifo meu]